Santa Terapia Uma nova fase merece um novo blog



12.10.09 :::
 
Casa nova
Cansei do Blogger porque não permite comentários.
Mude de endereço. Santa Terapia agora está no www.santaterapia.blogspot.com.

::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 9:32 AM



1.10.09 :::
 
A meta
Antes dos 30, eu era uma pessoa sortuda. Vez ou outra ficava um pouco acima do peso, mas geralmente podia comer o que quisesse que não engordava uma grama. Se engordasse, era bem simples: uma semana de dieta e tudo voltava ao normal. Mas agora, do alto dos meus 31, estou gordinha como nunca estive. E não é tão simples assim perder alguns quilinhos. Portanto decidi que era a hora de voltar aos 58kg.
Esta é a segunda semana de dieta. Confesso que estou sofrendo bastante. Ontem saí da linha e hoje terei de voltar às saladas e legumes no lugar do chocolatinho. Mas no geral estou sendo disciplinada como nunca fui. Resultado: em uma semana de regime sério já eliminei um quilo. Agora só faltam 5 kg.

::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 11:17 AM



23.9.09 :::
 
História da carochinha
Era uma vez, uma profissional competente que dava conta de suas pautas... Um dia, ela começou a perceber que o sentimento de que era uma farsa tinha grande fundo de verdade. Os erros começaram a superá-la e o medo de cometê-los a paralisá-la diante da tela do computador, em branco, com o cursor piscando sobre a primeira linha.
Quando ela tinha o pressentimento de que iria errar, ela se esforçava para tentar achar o problema, mas era em vão. Ele passava e causava grandes transtornos.
A segunda-feira passou a ser o pior dia da semana. A cada vez que o telefone tocava ou que alguém chamava seu nome, a farsante sentia um arrepiu lhe subir à espinha e um nó apertar no estômago.
Os dias foram passando e ela, trancada em seu desespero, foi se tornando a pessoa mais chata do universo. Aos poucos, não conseguia mais conversar com ninguém porque sabia que só conseguiria reclamar de sua performance.
A tristeza foi aumentando, aumentando, aumentando. Até que ela enlouqueceu e sumiu.
Alguns dizem que pode ser vista vagando pelo Cambuci em dia de chuva correndo de um leão imaginário, outros juram que vive sob a passarela do Hospital das Clínicas xingando o governador que criou as rampas antimendigos, mas os próximos têm certeza de que ela continua em alguma redação, lutando contra o choro diariamente, escondida atrás do medo de que descubram a farsa que é.

::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 1:16 PM



15.9.09 :::
 
Faltam forças
Tudo o que eu precisava hoje era de coragem para pedir ajuda e chorar em um ombro amigo até perder os seis quilos que estão me incomodando.
A tontura que deu uma boa trégua ontem, está me matando hoje de novo. E a vontade de chorar só aumenta.
A auto-estima voltou a um patamar negativo como há tempos eu não sentia.
Queria um quilo de brigadeiro emagrecedor!!!



::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 3:44 PM



14.9.09 :::
 
Minha nova meta profissional ou em busca do emprego sustentável
Cansei de trabalhar para empresas que não têm nada a ver com minha filosofia de vida. Agora estou em busca de um emprego numa empresa realmente sustentável. Não que eu acredite que haja uma empresa assim 100% verde, mas espero encontrar ao menos uma onde não me olhem com cara de "o que essa doida está fazendo" por me recusar a jogar uma sulfite suja de um lado só no lixo comum.

Para comemorar minha busca verde, um selo "roubado" do site Planeta Sustentável



::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 3:00 PM



11.9.09 :::
 
Dor na alma
Há dias não estou bem. Minha vontade era ficar hoje em casa chorando. Como não posso, o jeito é apelar para a MPB.

Tristeza
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim

Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar

::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 11:22 AM



10.9.09 :::
 
De volta ao comando
Adoro quando vou à terapia e recupero o controle sobre a minha vida. É engraçado como o óbvio quando é dolorido se enconde atrás dos medos. Só quando eu falo em voz alta é que me parecem simples os motivos de tanto caos na minha saúde. Eu espero, de verdade, que eu consiga superar o que me atrapalha em breve, mas é que é um problema tão enraizado, tão antigo, que eu nem sei por onde começar.
A estratégia será fazer a faxina de dentro pra fora. Primeiro, o que está a meu alcance. Depois, o que depende dos outros.
Mãos à massa!


::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 11:25 AM



9.9.09 :::
 
Nova medicação
E eis que depois de 15 dias me sentindo como se tivesse acabado de sair do Hang Ten, aquele velho brinquedo do playcenter que usávamos para secar as roupas após o passeio no Splash, passei no pronto-socorro. Depois de duas horas de espera (ah, sim, como a saúde pública, a privada anda no afundada no caos), um médico resolveu que, sim, era o antidepressivo que devia estar me deixando maluca e passou um novo remédio. Se eu confiei? Não, claro que não. Mas como não consegui falar com o psiquiatra ontem, achei que era melhor tomá-lo já que uma pauta me esperava à noite.


::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 7:26 PM



8.9.09 :::
 
Colapso
Meu corpo dá sinais de desespero. Deve ser a primeira vez na vida que eu não tenho ideia do que está causando emocionalmente essa pane. Eu não me lembro de me sentir tão mal das outras vezes que parei os outros antidepressivos, incluindo a vez que parei sem acompanhamento médico. É uma tontura insuportável. Um mal estar generalizado. Somado à cistite da semana passada, parece um colapso e eu não consigo identificar a causa emocional. Isso me deixa mais nervosa. Quando eu sei o que é a causa, ao menos, eu tenho o controle em minhas mãos.

::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 4:52 PM



2.9.09 :::
 
Reforço da teoria do prédio doente
E as pessoas continuam adoecendo no trabalho. Ou somos moles demais ou realmente aquele ambiente anda doente. Não se passa uma semana sem antibiótico. Logo logo vamos receber o vale-amoxetina com o valerefeição e o vale-transporte. Deus me livre!!!

::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 10:16 PM



30.8.09 :::
 
Angústia
A maioria dos inícios de noite dos domingos é assim: uma angústia sem explicação, um frio na boca do estômago. O desconforto vem mais forte quando a noite chega e estou sozinha em casa e hoje ele está particularmente mais incômodo porque minha mente impressionável não consegue esquecer que não está mais tomando drogas.
Bobagem, o antidepressivo tomado direto por um ano ainda está no meu corpo, obviamente. Não é assim tão fácil desintoxicar um organismo. Mas vai convencer um cérebro assim tão fácil.
Quem dera eu fosse fácil me convencer de que não preciso mais ter medo do medo!

::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 8:00 PM



28.8.09 :::
 
Alta à vista
Ontem o psiquiatra suspendeu meu antidepressivo. Hoje a terapeuta me aconselhou a diminuir as sessões. Estou achando que em breve terei minha primeira alta da terapia, o que me deixa muito feliz. Realmente me sinto muito melhor. Não sou mais a pessoa que, há cerca de dois anos, precisou ficar uma semana afastada do trabalho depois de uma crise de choro no meio da redação.
Serei sincera, eu não sei se eu ainda estivesse naquele inferno que chamava de trabalho se eu estaria bem assim, mas a verdade é que me recusar a trabalhar lá já é parte da cura. Se não o motivo dela.
Concordo com minha amiga Radical. Boa parte dos problemas vão se embora quando os 30 chegam. Muitas coisas não têm mais a importância que tinham aos 25. Outras muitas são suportadas já que não podem ser alteradas. Resiliência talvez seja a palavra dos 30 anos. A gente aprende que pagar as contas às vezes é mais importante que mudar o mundo, mas, no geral, as duas coisas convivem bem.
E lá vou eu para a próxima meta: um trabalho sustentável, que me ajude na tarefa de fazer deste um mundo melhor, mais habitável e mais gentil.

::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 9:27 AM



18.8.09 :::
 
O mundo corporativo
Às vezes me bate uma vontade de ser uma pessoa corporativa com direito a terninho e tudo. No entanto, quando vejo como o mundo corporativo pode ser chato e burocrático lembro porque eu nunca insisti na ideia.
Eu já me acostumei a ser mal tratada em entrevistas com políticos e em coberturas de tragédias, afinal os envolvidos têm algo a esconder. Mas hoje a maneira como fui tratada me lembrou da minha época de repórter de variedades, quando as pessoas que estavam à porta do hospital São Luís aguardando a morte do sertanejo Leandro chamaram os repórteres que estavam lá a trabalho de urubus. OK. Não é o melhor trabalho do mundo ficar à espera da morte de um cantor de segunda voz com câncer, mas _de verdade_ a gente só estava lá porque essas mesmas pessoas queriam saber do estado de saúde do moço.
Hoje eu preferia estar na redação escrevendo qualquer bobagem, mas estava num desses eventos corporativos. E não estava lá porque a assessoria do evento me deve um favor. Estava lá porque interessa a eles divulgar o evento. Da mesma forma que interessa ao meio de comunicação para o qual eu trabalho mostrar o que a empresa vem fazendo.
Acho que nunca fui tão tratada como criança num evento. Não fique aí, não filme isso, não entreviste aquele... Me sinto na terceira série, sendo controlada pela diretora Cida, que só de olhar fazia os alunos tremerem de medo.
Até então eu achava se tratar de uma troca: a gente divulga, eles nos deixam trabalhar. Não. Se trata de um grande favor que me fazem! Afinal, eu tenho a honra de estar no evento e devo me recolher à minha insignificância em um lugar que não posso ver e sem acesso a wireless. Simples assim!

::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 11:56 PM



14.8.09 :::
 
As sextas
Antes de começar a trabalhar, sexta-feira era meu dia da semana preferido. Mesmo quando eu tinha aulas à tarde no colégio. Sexta-feira era o dia que eu gostava de ficar até mais tarde no quartinho do fundo, escrevendo, tocando violão... Ou ir dormir na casa das amigas... Ou sair com o irmão e os amigos dele para andar pelas ruas de Santo André.
Nos últimos 12 anos, no entanto, a sexta-feira não tem sido um dia muito bacana. Nos anos de jornal diário, tinha pescoção. Mesmo nos outros empregos, nunca era um dia tranquilo. E, atualmente, fico a tarde inteira quase que à toa, mas ouvindo bobagens. Pessoas reclamando, fazendo piadinhas sem graça muitas vezes machistas... Quando não brigam pelo lanche dado pela empresa.

::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 5:33 PM



13.8.09 :::
 
Manhã de quinta
O trabalho se acumula em cima da mesa e a vontade de executá-lo deve estar em algum lugar lá fora, tomando sol, sentindo a brisa de inverno no rosto.
Não é que eu não tenha prazer no trabalho, eu tenho. Afinal é composto da única coisa que eu gosto e sei fazer na vida desde os sete anos: escrever. Mas, ai, a vida é tão maior que os cem centímetros no página de papel jornal escritos para dois os três egos serem afagados... Às vezes canso não é do trabalho em si, mas da inutilidade que ele representa. Se ao menos fosse algo que mudasse a vida de alguém como as colunas do Ferreira Gullar fazem comigo aos domingos... Mas não. Palavras inúteis. Informações sem importância. Bobagens. Bobagens. Bobagens. Enchem páginas que tem como única função sujar as mãos de quem as lê.


::: posted by Cristiane Marsola do Nascimento at 10:51 AM






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